Adaptação do bebê ao berçário.

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Passados os meses da licença-maternidade, chega o momento que muitas mães vêem com sofrimento: deixar a criança no para voltar ao trabalho.

Esse período complicado pode ser amenizado se tanto a mãe quanto a escola souberem fazer uma adequada para o bebê.

Cláudia Razuk afirma que o segredo é fazer a criança frequentar o novo ambiente de maneira gradual. “No primeiro dia, ela permanece só por uma hora e vem no período em que os outros estão brincando, justamente para chegar em um momento bem gostoso”.

No dia seguinte, o pequeno fica duas horas, e assim por diante. A ideia é vencer etapas: dormir na escola, lanchar, almoçar. Mas tudo a seu tempo, já que são muitas novidades para alguém que está bem acostumado às mesmas pessoas e aos mesmos lugares.

Na casa da engenheira agrônoma gaúcha Paula Brum, 36 anos, 2010 foi o momento de deixar a filha Isabela no berçário, na época com 10 meses. Por uma semana, Paula frequentou a creche, permanecendo em uma sala ao lado. Cinco meses depois, a mãe pode dizer orgulhosa que a adaptação foi um sucesso. “Ela chega na escola e sai correndo para a sala”, diz Paula, que também é mãe de Júlia, 6 anos.

No caso da filha maior, a adaptação foi mais tardia – com 1 ano e 6 meses – e também mais sofrida. Até hoje, Paula leva Júlia até a sala de aula todos os dias. “Com a Júlia, fiquei três meses indo na creche. Ficava um pouco, saía, voltava. Ela relutou bastante na época”, recorda.

Apesar de o comportamento estar muito relacionado à personalidade de cada uma, Paula acredita que o bebê simpatizar com a equipe pode ser a chave para uma adaptação de sucesso. “A Isabela vai com prazer, manda beijo, é carinhosa com as professoras”, diz.

A coordenadora de escola conta que a idade em que é feita a adaptação influencia bastante na reação dos pequenos. Até os seis meses, o bebê costuma fazer uma transição tranquila, estranhando mais apenas na hora de dormir, já que a creche pode ser mais barulhenta que o quarto de casa. Se a criança já é maior, ela estranha especialmente os adultos.

Outro ponto a ser trabalhado durante esse processo é que a adaptação não é apenas do bebê, mas também da mãe e das professoras. “Cada criança é única, então a equipe também precisa de um tempo para conhecer as características dela, para conhecer a sua rotina”, afirma Cláudia. Para acalmar os ânimos das mães, elas passam o primeiro dia junto dos filhos, até para conhecer os profissionais do berçário. No segundo, ficam na escola, mas não do lado dos , caso as crianças precisem delas. Assim, quanto mais os filhos se adaptam, menos elas permanecem no local.

A segurança da mãe em estar deixando o filho em um novo lugar é fundamental para o sucesso da transição. Cláudia garante que, quando a mãe chora e sofre na despedida, os pequenos costumam reagir na mesma linha. “Os pais devem estar calmos. A falta de tranquilidade é passada em 100% dos casos, por linguagem corporal”, diz.

No caso de crianças que ainda mamam no peito, a coordenadora aconselha as mães a dormirem com algum pano ou bicho de pelúcia da criança , para que fique com o seu cheiro. Aí o filho leva o objeto para o berçário, e isso o tranquiliza. Quanto à amamentação, vale a pena escolher escolas perto do trabalho, caso a mãe queira continuar dando o peito.

Algumas conseguem ainda tirar leite antes e mandar para a creche, para ser oferecido à criança posteriormente, mas não é uma técnica tão simples para todas as mães. Para as que pretendem manter apenas a , seja com leite materno ou não, uma dica é começar esse processo algumas semanas antes de levar o bebê à creche. “Se ela fizer isso antes, é uma coisa a menos para se preocupar quando estiver de volta ao trabalho”, opina Cláudia.

Fonte: Cartola – Agência de Conteúdo para portal Terra.

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